Uma ordem de reintegração de posse na rua Raimunda Luzia da Conceição,
no bairro Quixabeirinha movimentou policiais, oficiais de justiça,
advogados e a imprensa de Mossoró no final da tarde de quinta feira 08
de agosto de 2013.
Representantes da 5ª Vara Cível da comarca de Mossoró, determinaram a
desocupação imediata da residencia de numero 175, pertencente a dona de
casa “Antonia Elizete Dantas de Lira” e pegou toda a família de
surpresa. Cerca de 08 pessoas, sendo 05 adultas e 03 crianças, incluindo
uma de colo moram na residencia.
Entenda o caso:
Um corretor de Imoveis “Gilmario Imoveis” detêm os direitos de posse de
um terreno medindo cerca de 100 estádios de Futebol, que começa na
avenida do contorno, passando por trás do cemitério novo e termina no
muro do Aeroporto, há quase 40 anos.
Segundo Gilmario, o terreno estava loteado para ser vendido, mas uma
parte foi invadida há cerca de 14 anos e ele pediu a reintegração na
justiça. Ainda segundo o corretor, são cerca de 40 imoveis construídos
de forma irregular e a justiça já autorizou a desocupação de forma
coletiva. No caso da desocupação de hoje, a família era reincidente,
segundo Gilmario.
A Família desabrigada alega que comprou o terreno, construiu um casebre
há 14 anos e há 5, foi incluído no programa de melhorias habitacional da
Prefeitura Municipal de Mossoró. A casa foi toda construída em
alvenaria, com sala, dois quartos, cozinha e banheiro. Gilmario disse
que muitas pessoas de má fé chegaram a vender terrenos e até forneceram
escrituras particulares, o que segundo ele não tem validade alguma.
O advogado que representa as famílias, lamenta a atitude do justiça,
autorizar a retirada da família e não existir um plantão onde reclamar. A
justiça entrou em recesso.
A família de dona Elizete Dantas, assistiu a retirada e a colocação seus
poucos moveis no meio da rua e diz não ter pra onde ir e nem onde
colocar os moveis.
Todo trabalho dos representantes da Justiça “Oficiais” foi acompanhado
de forma passiva pela policia militar de Mossoró. Emocionada e revoltada
a família assistiu tudo.
Pergunto:
* Algum movimento vai pra rua defender a família?
* Por que só depois de 14 anos foi autorizada a desocupação?
* Como pode a Prefeitura autorizar benefícios se o terreno não pertencia
a família?
* Como pode a justiça autorizar a desocupação, entrar em recesso? Não
existe um plantão judiciário, para receber reclamações? O caso não cabe
mais recurso? A família vai ficar no meio da rua? O que vão fazer com a
casa? Derrubar?
Fonte o Câmera
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