O juiz Henrique Baltazar Vilar dos Santos, da 12ª Vara Criminal de
Natal, vai aguardar, até o fim desta segunda-feira, 6, um relatório da
Coordenadoria de Administração Penitenciária (Coape), que informe sobre
as providências tomadas para reabrir o pavilhão 05 da Penitenciária
Estadual de Alcaçuz, localizada no município de Nísia Floresta.
No
entanto, o magistrado já antecipou que, na próxima quarta-feira, 8, uma
portaria será publicada, a qual oficializará a interdição parcial da
penitenciária, que está com mais presos que o número limite.
Segundo
o juiz, que também está respondendo pela Comarca de Nísia e, por isso,
antecipou a publicação da portaria, destacou que a PEA está hoje com
quase 900 presos. Sua capacidade seria de 1020 presos, se o pavilhão em
foco estivesse funcionando.
“Como esse pavilhão foi fechado pela
direção, a capacidade do presídio fica reduzida oficialmente para 620
presos”, explica o magistrado, ao ressaltar que, em 23 de julho,
solicitou da Coape a informação sobre as providências e que vai proibir o
recebimento de novos presos em Alcaçuz, até o pavilhão 05 ser reaberto.
“Estou
aguardando a informação da Coordenadoria apenas para definir por quanto
tempo durará a interdição parcial”, acrescenta, ao ressaltar que não
sabe para onde a Coape enviará os novos presos. “Aliás, estou realizando
inspeções nas cadeias de Natal”, disse o magistrado.
Desde
janeiro, o juiz informou que está enviando um relatório circunstanciado a
SEJUC, CNJ e Corregedoria, pedindo a realização de serviços na PEA.
No
início de julho, a própria direção da pEA fechou o pavilhão 05, porque
concluiu que não tinha como manter presos no setor. “As inspeções que
estou fazendo nos presídios de Natal podem definir a interdição parcial
de alguns deles também”, antecipa.
Entre eles, está o Complexo
Penal Dr. João Chaves, que deverá sofrer interdição parcial nos próximos
dias, no que se refere ao recebimento de presos provisórios e de
condenados em regime fechado. “Hoje tem vários nessa situação”, explica o
juiz.
Segundo ele, a Cadeia Pública de Natal (Presídio
Provisório Dr Raimundo Nonato) deverá ser interditada parcialmente, na
mesma forma que a PEA, pois já tem presos demais e a estrutura está
bastante deteriorada depois das últimas rebeliões que lá aconteceram.
“Mas
ainda não terminei a inspeção para definir o que fazer”, esclarece o
magistrado, ao adiantar que, na próxima semana, deverá baixar algumas
determinações quanto aos presídios de Natal.
Com informações do TJRN
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