Sete pessoas morreram em uma deslizamento que deixou ao menos oito casas soterradas, entre eles uma família que se abrigou em um Fusca ao perceber a gravidade da chuva. Outra pessoa morreu quando a casa em que estava, em outra área do distrito, desabou.
Com 4 km de extensão e cerca de 300 metros de largura, Jamapará está localizada inteiramente em uma encosta do rio Paraíba do Sul e sofre com frequência com deslizamentos.
Segundo Marco Antônio Teixeira, coordenador da Defesa Civil do município, os bombeiros têm dificuldades para acessar o local, devido a quedas de barreiras em ruas e estradas.
"Vamos prosseguir as buscas até à noite. Trabalhamos com máquinas capazes de resistir a chuva", explicou Teixeira.
Com as mortes registradas em Sapucaia, sobe para dez o total de óbitos provocados pelas chuvas no Estado do Rio. Outras duas mortes já tinham sido confirmadas em Laje de Muriaé e outra em Paty do Alferes.
| Alex Oliveira/Folha Popular | ||
| Deslizamentos de terra provocaram a morte de oito pessoas no distrito de Jamapará, em Sapucaia (RJ) |
Já na cidade de Cardoso Moreira (RJ), um dique se rompeu ontem (8) devido à cheia do rio Muriaé. A situação, no entanto, já está normalizada no distrito de Outeiro, segundo a Defesa Civil. Informações apontam que mais de 40 famílias foram atingidas.
Um outro dique também já tinha rompido na semana passada, em Campos (RJ). O bairro Três Vendas foi atingido e cerca de 500 famílias foram removidas. A região ainda está tomada pela água.
De acordo com a Secretaria de Defesa Civil do Rio, até a noite de ontem, 10.759 pessoas estavam desalojadas e 3.980 desabrigadas em todo o Estado por conta das chuvas. Itaperuna, Italva e Laje do Muriaé foram os municípios que apresentaram o maior índice de chuvas --um acumulado de 100mm em 24 horas.
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