domingo, 16 de janeiro de 2011

CASO MACIEL - Seis meses e nenhuma explicação a família


CEZAR ALVES

Já fazem 6 meses e 8 dias que desapareceram com o meu irmão Marcos Maciel, de 23 anos, sem que o Estado tenha dado qualquer explicação a minha família.

Veja AQUI como Maciel desaparecimento ou sumiram com ele. Sentimos uma tremenda saudade de nosso querido irmão.

O delegado designado para investigar o caso há seis meses, investigou sozinho. Faltava agentes, suporte de inteligência e perícia forense.

O inquérito policial deve está bolando em alguma mesa entre do Judiciário e/ou Ministério Público Estadual em Mossoró. Se quer deixaram ver o conteúdo.

Na época da campanha, o secretário de Segurança, Cristovão Praxedes, pediu que não divulgasse o caso para facilitar as investigações e etc.

Sabia ele que não tinha como fazer nada e queria que ficasse calado pra não prejudicar a campanha de Iberê ao governo do Estado.

Fiquei calado não por ele ou Iberê (não mereciam e os dois sabem os motivos), mas por não saber de nada e minha família ter pedido para me afastar.

Assim o fiz.

Mas mesmo assim era uma obrigação da Segurança dar a minha família uma explicação, qualquer explicação que seja.

O Estado está nos negando este direito. Se Maciel estiver morto, queremos o corpo. Se estiver vivo, seja onde for, o queremos de volta.

Somos conscientes de que as possibilidades dele está vivo são remotas.

Pedimos a quem repercutiu esta notícia em 2010 para reproduzi-la e assim o máximo de pessoas saberem o que foi feito e o que não foi feito até agora.

Nota do Editor: Aos nossos parentes em Alta Mira, no Pará, em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Brasília, Paraíba, especialmente na região de Catolé do Rocha, pedimos desculpas por não conseguirmos mantê-los informações do como estão às investigações. Não encontramos um meio de comunicação seguro.

O que motivou este texto explicativo a sociedade?

Estou escrevendo estas linhas porque é grande o número de pessoas perguntando a minha família e a mim por Marcos Maciel.

Não é incômodo respondê-los.

Estaremos sempre à disposição para responder a todos, inclusive aqueles que querem perguntar, mas não conseguem formular a pergunta.

Entendemos que é um direito de todos saber o resultado, afinal de contas informamos o desaparecimento e geramos esta expectativa.

E nossos telefones continuam a disposição para quem tiver qualquer informação que nos leve até nosso irmão: 84 8872 1390 – 9408 1390 e 9948 9337.

Pedimos apenas que evitem passar o trote (com número confidencial) e dias depois ter o constrangimento de receber a visita de um oficial de justiça.


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